Outubro 23 2008

           Hospitalidade é um modo privilegiado de relação humana e pressupõe sempre abertura, respeito e delicadeza com o próximo.

            Foi com intuito de pôr em prática estes pressupostos e de seguir Jesus, que nós, jovens oriundos de todo o país, nos encontramos na Casa de Saúde de Idanha no período de 4 a 12 de Agosto.

            No nosso quotidiano ouvimos falar sobre doença e deficiência mental, podendo ou não contactar com esses mesmos casos mas, ao longo do Campo de Férias foi-nos dada essa oportunidade. O contacto físico foi, sem dúvida, aquele que mais nos ligou ao doente pois independentemente da condição dos seus sentidos (surdo, mudo, cego, …) um toque conseguia marcar a nossa presença junto dele.

            Momentos de reflexão e oração também estiveram presentes e foram essenciais para retomar forças, desabafar, encontrarmo-nos, estar em grupo, …

            Uma avalanche de acontecimentos e sentimentos desabou contra nós, mas foi tudo isso que fez com que estes dias fossem tão especiais, tão mágicos, tão inesquecíveis! Que fossem simplesmente FANTÁSTICOS.

            Sentimos que fomos importantes para todos aqueles doentes, que a nossa presença também os marcou, que fomos a sua companhia e os responsáveis pelo brotar de diversos e contínuos sorrisos.

            Foi, para muitos de nós, um grande desafio a nível emocional pois o contacto com esta realidade tão complexa gerou um certo descontrolo e quando menos se esperava uma lágrima corria sobre o rosto, mas não sendo em momento algum um obstáculo.

            O dever de respeitar a dignidade de cada ser humano, em cuja natureza se reflecte a imagem do criador, deve ser uma das prioridades de todos nós. O ser humano deve ser respeitado e tratado como uma pessoa de plenos direitos desde a sua concepção até à morte natural, e esse é o nosso lema. Respeitar, cuidar e darmo-nos ao próximo zelando pelo seu bem-estar, foi o que tentamos concretizar.

            Pensamos que a hospitalidade deverá estar presente em toda a relação com o outro, seja vizinho, amigo, colega de trabalho, familiar, sendo uma hospitalidade ligada à sensibilidade tão característica do ser humano.

            “Servir e amar a Jesus, é a única coisa que vale a pena” (São Bento Menni). Nesta perspectiva e por tudo o que vivemos nestes dias, em Idanha, dizemos que a experiência realizada valeu a pena e é para repetir!

 

 

 

 

 

           O testemunho de alguém que contactou com doentes mentais que nos deixa aqui bem patente que vale a pena ajudar e que se aprende e tira uma lição de tudo isto.                                 

publicado por Realidade Mascarada às 10:59

Campo de Férias...
Este não é um campo de férias como os campos de férias que muitos de nóes estamos habituado, onde o objectivo principal é ocupar os jovens com diversas actividades culturais, desportivas e sociais...Este é um campo de férias onde se faz isso tudo(algumas mas que outras) e muito mais. Porquê mmuito mais?
Porque existe uma experiência única de viver na alegria,na compaixão com outros, na entrega, também com alguns medos nossos, por vezes a deparar-nos com sofrimento de alguns doentes...e no conhecer um pouco mais a Deus na sua humildade e simplicidade, e a possibilidade de conhecer uma realidade que muitas vezes é passada para traz.
Neste campo de férias , tive a oportunidade de vivenciar muitas experiências que ainda hoje me fazem crescer, e ver o mundo numa outra prespectiva...
Onde encontrei pessoas que trouxe e guardo comigo no meu coração os seus sorrisos, receios, angustias, alegrias tanto de doentes, como de amigos que ficam marcados para sempre cá dentro.
Nesta Casa de Saúde relembrei momentos menos bons que tinha passado a pouco tempo, no entando esses momentos ajudaram-me a tentar reagir e agir de outra forma em situações identicas..
Escutar, estar, falar, com estas pessoas em que apenas diferem de nós por terem alguma defeciência ou doença mental é algo maravilhoso, onde na nossa actual sociedade se torna muito dificil..
Cada vez mais o mundo é individualista e pessoas com defeciências ou doenças mentais são marginalizadas, nós jovens podemos estar um dia nestas condições, é uma realidade que por vezes não pensamos. Devemos pensar e agir, pois os defecientes e doentes mentais têm tanta dignidade a vida como nós, a única diferença é algumas incapacidades psico-motoras...
Em sitios como nestas casas podemos dar muito de nós, e no meu caso sai com a certeza que o muito que possa dar, nada pode ultrapassar tudo o que recebi por parte de TODOS.
É dando que se recebe, é respeitando que se é respeitado, e escutando que se é escutado, é Amar que se é amado....neste CAmpo de Férias em Idanha pude vivenciar tudo o que acabei de escrever em cima e muito mais que não consigo descrever...não há palavras...Apenas que estas oportunidades são magicas, lindas e maravilhosas que não se esquecem, elas permanecem :)
BJS
Anónimo a 4 de Novembro de 2008 às 13:06

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