Novembro 17 2008

       “O tempo que passei junto daqueles doentes foi o suficiente para explorar um mundo que poucos se dão ao trabalho de conhecer. Nesse mesmo mundo eu desvendei histórias, realidades, pessoas que nunca imaginei conhecer. Foi a experiência mais gratificante que tive até hoje. Tentei dar o melhor de mim, mas em comparação ao que “eles” me deram não foi nada comparado a tudo o que eu lhes consegui oferecer. Como Ricardo Reis enunciou um dia, num dos seus poemas: “ Põe quanto és no mínimo que fazes”, e foi o que eu fiz.

 
Em poucas horas senti o que durante toda a minha vida ainda não tinha sentido, despertei sentimentos em mim que nem sabia que existiam, e acima de tudo, ali eu fui feliz. Naquele lugar ser feliz é tao especial, por muito que quisesse explicar o que  senti não conseguiria, pois só quem por lá passa sabe do que eu falo. Eu cresci, aprendi e vivi e recomendo a qualquer pessoa esta oportunidade.
 
Gostam de ser julgados?? Gostam de ser postos de lado?? E de ser criticados??? Gostam?? Claro que não, por isso não julguem estas pessoas nem o seu mundo, ou tão pouco as ponham de lado, porque um dia vocês podem  ser um deles. Todos nós somos diferentes e não é por isso que somos menos que os outros, afinal de contas as diferenças tornam-nos especiais.”

 

 

 

  

O relato de uma jovem que contactou pela primeria vez com doentes mentais aquando de uma ida a uma Casa de Saúde.

Parece que nos lança um desafio. O de não julgar nem abandonar estes doentes, alertando também para que cuidemos de nós e façamos tudo para que no futuro não estejamos nesse mesmo lugar.

Cuide da sua Saúde Mental!

publicado por Realidade Mascarada às 18:36

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