Fevereiro 28 2009

Como este blog também é fonte de informação aqui fica um museu bastante interessante para se visitar:

 

 
      No próximo dia 8 de Março, dia de São João de Deus, será inaugurado o Museu S. João de Deus – Psiquiatria e História. O Museu S. João de Deus, que irá funcionar na Casa de Saúde do Telhal (concelho de Sintra), expõe cerca de 900 peças que dão a conhecer não apenas a história da Ordem Hospitaleira em Portugal, como retratam também a evolução da Psiquiatria, da Farmacologia e da Enfermagem no nosso país.

       No dia da festa litúrgica de S. João de Deus (8 de Março) abre as portas ao público o Museu S. João de Deus – Psiquiatria e História. A cerimónia de inauguração terá início pela manhã, com uma Missa solene presidida pelo Cardeal Patriarca, com a presença da primeira-dama, Maria Cavaco Silva, que irá depois descerrar uma placa comemorativa da inauguração do Museu. Após o almoço, terá lugar a recepção aos convidados. Seguir-se-á a visita às exposições e a sessão solene, que decorrerá no Auditório do Museu.
       Este novo museu será o primeiro Museu português de uma Ordem religiosa histórica a ser organizado posteriormente a 1834 e o também o primeiro dedicado à história da Psiquiatria em Portugal. O Provincial da Ordem Hospitaleira dos Irmãos de S. João de Deus, Irmão José Augusto Louro, explica na apresentação do catálogo comemorativo que “a ideia deste museu partiu do desejo de preservar o património artístico e museológico da Província Portuguesa da Ordem Hospitaleira de S. João de Deus, espalhado pelos mais díspares lugares, e ao mesmo tempo dar a conhecer a história e a evolução da assistência médica hospitalar, em geral, e da psiquiatria em Portugal, em particular”.
      O Museu S. João de Deus está integrado na Casa de Saúde do Telhal, Centro Assistencial na área da Psiquiatria, Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial, situado no Concelho de Sintra e fundado pelo P. Bento Menni em 1893. O Prof. Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina, foi um dos médicos ilustres que trabalharam neste Centro. O Museu ocupa um edifício construído em 1937, originalmente destinado à formação de Irmãos e que chegou a albergar uma unidade de internamento. O projecto de recuperação do edifício e de design é do Atelier Inês Lobo Arquitectos, que privilegiou a relação do edifício com o exterior, integrando também o claustro e a Capela.
       Com coordenação museográfica e documental de Carmina Correia Guedes e de Estela Rodrigues, o Museu S. João de Deus tem um espólio diversificado, oferecendo aos seus visitantes, por exemplo, os trabalhos criativos realizados pelos próprios utentes das Casas de Saúde ao longo do século XX. Entre estes encontramos obras de artistas portugueses de renome, como as aguarelas de
Stuart de Carvalhais, as pinturas de Mestre Abreu, as maquetas de Simões Costa, ou as pirogravuras de Gastão Eiró. A par de instrumentos ligados à psiquiatria, à área médico cirúrgica e à enfermagem, podem também ser admiradas peças de cerâmica, de ourivesaria ou tapeçaria, ou ainda consultar diversos livros e documentos ligados à história da congregação.
       São estas as propostas em exposição nas duas galerias do museu. A Galeria de Exposição Temporária é dedicada à vida de São João de Deus e à história da Ordem Hospitaleira mostrada através da arte, em Portugal e no Império, até ao ano de 1834. A Galeria de Exposição Permanente compreende o período desde a Restauração da Ordem Hospitaleira em Portugal (1890) até aos nossos dias. Esta exposição, “documenta a história dos cuidados psiquiátricos em Portugal, sendo protagonistas os Irmãos de S. João de Deus e seus colaboradores, as pessoas assistidas nos Centros e suas famílias”, como se refere no catálogo do museu.

       O museu irá dispor ainda de um Serviço Educativo com o objectivo de “sensibilizar e motivar os diferentes públicos para as temáticas da saúde e da doença mental, da arte, do ambiente e da responsabilidade social, integrando momentos de formação (…) que estimulam uma aproximação às pessoas vítimas do estigma” (da doença mental). Para os mais jovens estão também previstos seminários, conversas com os doentes e oficinas criativas.

 

 

 

Departamento de Comunicação - Fundação S. João de Deus

 

 

publicado por Realidade Mascarada às 17:05

Fevereiro 14 2009

 

     "A máscara exerce um enorme poder sobre mim. As máscaras são fascinantes. São a opção da hora, são muitas, tantas que acredito não existir uma face original onde as máscaras são colocadas.

         As máscaras aderem ao espírito e são muitas porque o espírito é uma matéria dual, com as contradições e as possibilidades que se apresentam em cada momento.

         São muitas as pessoas que usam máscaras. Mas poucas as que reconhecem ter essa multiplicidade porque para isso necessitavam de se afastar de si mesmos e olharem-se com uma determinada distância, e isso é muito complicado.

         Eu tenho um baú de máscaras e vou trocando de acordo com o meu espírito no momento. Algumas uso mais frequentemente, quando estou triste e uso a máscara da felicidade para não passar para as outras pessoas o que sinto. Elas não precisam de saber que eu estou mal.

         As máscaras são por vezes invisíveis ao outro: e aí eu sirvo-me delas para consumo próprio, interno, para me ver reflectir no meu próprio inconsciente.

         Talvez fosse interessante abrir uma superfície comercial, onde tudo isto estivesse à venda, onde aqueles disfarces que se usa em actos que encenamos no teatro da vida pudessem ser vendidos; máscaras para o palhaço sorrir na alegria e na tristeza, para ser mostrado ao mundo a felicidade. Mas não estariam à venda máscaras para esconder a falsidade e a maldade; para esconder a verdade e a traição.

         Eu compraria aquelas que me mostrassem feliz, escondendo de todos a decepção que por vezes sinto.

         Procuro em cada máscara a sua íntima verdade e múltiplos mistérios, rituais de vida e passagem.

           Procuro a tua máscara!"

 

Poeta mascarado

 

 

Com o recebimento de um comentário que focava o uso de máscaras, e sendo este blog "Realidade Mascarada", pareceu interessante introduzir um texto sobre o que é esta tal máscara de que se fala e em que momentos é utilizada.

 

publicado por Realidade Mascarada às 17:07

Fevereiro 10 2009

          "Deslizo a caneta por estas linhas brancas do meu caderno. Lá fora a chuva cai. Fecho os olhos e ouço gota a gota. Sinto o vento que entra por baixo da porta, o vento que a agita com a mesma intensidade a folhagem das árvores e faz com que elas caiam e umas sob as outras cubram a calçada. Abro a janela, onde as gotas escorrem pela vidraça, sinto o cheiro a terra molhada. O céu está cinzento. Continuo a preencher o meu caderno com palavras que vão saindo à deriva. À deriva como eu ando agora pela chuva. Fria, molhada, trémula, procuro algo mas nada encontro. Não sinto os pés, a lama enterra-me os tornozelos. Trovões e raios caem sobre o cinzento do céu. Continuo a sentir o meu coração, que continua quente mesmo com todo este frio. Está quente e há mínima recordação derrete-se. É noite, a escuridão apoderou-se do céu e tenta apoderar-se de mim. Deambulo pelos cantos, procuro um sinal e não o vejo, desespero na noite. Não encontro a Lua nem as estrelas, não há um único raio para me guiar. Estou completamente sozinha, perdida. Ando à deriva nesta imensidão da noite. Preciso de carinho, de amor, de cuidados. Onde está o sinal que procuro para me tirar desta escuridão? Onde estás Meu Anjo? Preciso da tua companhia e da tua mão. Estou a perder os sentidos, a lucidez.

Caí inanimada. O fim chegou. E agora? Será que alguém me vem salvar? Inesperadamente, ainda com vida, sinto algo. É quente e toca no meu rosto. É um raio de sol que rompe pelas densas nuvens e começa a aquecer. Aquece-me a cara, mas estou num estado tão moribundo que não é suficiente para me libertar deste. Outro raio aparece, mais quente, mais forte. Subitamente os céus rasgam-se, infiltram-se em mim milhões e milhões de raios. Desperto. A cor pálida desaparece e a minha temperatura corporal volta ao normal. Acordei para a vida. Uma vida com novo sabor, com novos sentimentos. As nuvens dispersaram e a chuva abrandou. Um bonito céu azul substituiu a escuridão antes residente. Um lindo arco-íris aparece. Estou viva! Estou viva é o que interessa, e recuperada de toda a dor do passado. Isto é uma nova vida. Um novo começo."
 
Poeta mascarado
 
 
Não deixe de lutar, de acreditar que é capaz de se libertar de todo o sofrimento que cerca o seu Ser. Estes raios de Sol invadirão a sua Vida e assim poderá continuar a caminhar. Força!
 
publicado por Realidade Mascarada às 11:42

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